Acendi um cigarro, e tentei espantar uma displicência inteira a seu favor. Tentei fingir que a pose que fazia de pernas cruzadas, ia desacontecer a psicose que você me proporciona. Pouco demais, é o que se sabe. Sensível demais, é o que se tem. E o que você me força é tentar cativar o espaço ao redor, numa raça involuntária pra me poupar de saber que talvez você seja tão sexy e incrível quanto um príncipe secular. Não quero saber o que pensam sobre você. Não consigo respirar fundo. Não sei não dizer nada. Meus pulmões enchem de água, e minha cara se enche de tolice. Então, prefiro me ater em casa, aprendendo alguma palavra nova pra dizer pro meu próximo enganador.

Nenhum comentário:
Postar um comentário