As folhas se espalharamO mar se lamuriou em um choro triste, espasso
E vão ficou cada pedacinho meu que me guarda e delira
Se encheu de um descontrolador
Suspirante inexplicável impulso que me tomou, não sei o que
Suspirante inexplicável impulso que me tomou, não sei o que
Foi tremenda inocência!
Enquanto dia: carrossel
Enquanto noite: era sonho
Naquele dia: sem palavras
Talvez pr'sempre, perdição



























Belezas copiadas, enlatadas











Quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você quero você...!


Balela minha
Há tempos Nerinda andava em passos circulares e acordava com uma nebriante perturbação. Ai cansaço nefasto calado. Drama sem final. Aos poucos, Nerinda vai se perdendo em seu sinuoso e turtuoso destino de dolorosa melancolia chorosa. Olha, vê o quanto a jovem menina está triste, sem forças pr'lutar. Combatente solitária de mals eternos e amores falsos. Nerinda revela-se partida, ouvindo rádio de pilha procura nas entranhas do seu "eu" o melhor alucinógeno pr'se esquecer de tudo, de todos, de tantos desalentos frígifos e cala-frios noturnos. É um caminho longo, de mágica falha, onde a quiromancia já sabia a resposta dessa vida. Sem saber porque Nerinda ainda compunha partes de uma minúscula reação para esse sufrágil progressivo. Tentava juntar cada pedacinho desse puzzle; parecia impossível... Mas naquela volta nada colorida pr'casa, que Nerinda descobriu a peça que faltava. Aquele rapaz de sorriso "monalístico" sentado na barra do ônibus... um ponto... uma queda... um olhar... Foi assim, sabia? De pouco passou para muito. De descontente foi para excitante e Nerinda conheceu o mundo delicioso das pirações! Naquela noite, encorajada por frases de Miguel de Cervantes, provou de efeitos já mais vistos em gases ilariantes... o resultado.................. um choro, um dano, um beijo no garoto do sorriso de Monalisa.
