Não adianta ter pressa nesse momento retardado. Não é mais de repente, é um assassinato. Estou matando tudo, dando um tiro esfumaçante em cada coisa que me assusta, sem limites. É uma perdição como eu nunca vi antes, cheia de pontos luminosos arroxeados, que vão se apagando minuto a minuto. O que eu matei vem voltando pouco a pouco, mas já vai me deixando sem força por um instante. Pelos meus olhos começam a escorregar pequenas gotículas "cor de amor" e o meu peito vai se abrindo como rabiscos mútuos. A arma está aqui, bem apontada diante de desespero e, vontade de correr e dessistir. O tempo passa e já não sei se me contento com tiros infinitos ou se caio de tantos sufrágios perigosos por aqui, mas de uma coisa eu sei: tem um sonho escondido que eu quero matar. Um sonho que termina minha noites, começa minhas manhãs e interrompe meus dias. Um sonho que atira docemente em mim quase sempre trapaceiro e que me faz delirar. Se transforma como água por onde passa, mas ele me encantava, hoje ele quer me matar, me matar de confusão e de tanto me drogar de tantos dos seus momentos que eu vivi. Agora, contínuo disvencilhando balas - que mais parecem festim- tentando sair desse fogo cruzado que me atinge e me vai estraçalhando, me deixando sem as poucas estrelas que me sobram pr'a eu tentar continuar.
sábado, agosto 30, 2008
OUTRAS PARTES DE METADES GUARDADAS!
Não adianta ter pressa nesse momento retardado. Não é mais de repente, é um assassinato. Estou matando tudo, dando um tiro esfumaçante em cada coisa que me assusta, sem limites. É uma perdição como eu nunca vi antes, cheia de pontos luminosos arroxeados, que vão se apagando minuto a minuto. O que eu matei vem voltando pouco a pouco, mas já vai me deixando sem força por um instante. Pelos meus olhos começam a escorregar pequenas gotículas "cor de amor" e o meu peito vai se abrindo como rabiscos mútuos. A arma está aqui, bem apontada diante de desespero e, vontade de correr e dessistir. O tempo passa e já não sei se me contento com tiros infinitos ou se caio de tantos sufrágios perigosos por aqui, mas de uma coisa eu sei: tem um sonho escondido que eu quero matar. Um sonho que termina minha noites, começa minhas manhãs e interrompe meus dias. Um sonho que atira docemente em mim quase sempre trapaceiro e que me faz delirar. Se transforma como água por onde passa, mas ele me encantava, hoje ele quer me matar, me matar de confusão e de tanto me drogar de tantos dos seus momentos que eu vivi. Agora, contínuo disvencilhando balas - que mais parecem festim- tentando sair desse fogo cruzado que me atinge e me vai estraçalhando, me deixando sem as poucas estrelas que me sobram pr'a eu tentar continuar.
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