quarta-feira, setembro 24, 2008

JOSEPHINE ETC!

Começo n'um táxi amarelo mas finalmente saio. E conheço a minha verdadeira face, o que seria eu de pouco tempo saindo de um engano, como um diagrama explodindo infectado de centenas de coisas. E talvez agora, comece a desenganar as pessoas também. Descobri meu lado de fenômenos negros e oxigênio venenoso, que fornece vigor pr'a mais do meu egoísmo e trapalhadas disfarçadas. Minha perdição já era anunciada. Fiquei exposto muito tempo ao sol. A insolação foi escandalizante. Agora meus olhos quase gatunos já n'em se importam mais. Minhas mãos já nem tremem mais. Meninos e meninas bonitas querem se matar. Danço maxixe sem parar. Quase pegando fogo. Mas ainda resguardo lembranças do tempo meloso. Aqueles barulhos libidinosos , aqueles insetos que chamam de borboleta, a água tão atraente. Fui ocupado por uma legião de outras meninas malvadas e surrupiosas, levemente suicidas. Nesse momento as paredes daqui do prédio encontram-se brancas e parecem menores. Tô cheirando pó de gesso e faço a toxina das canetas coloridas me invadirem pr'a ir mais depressa com isso porque os meus remédios já estão acabando.

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