Acorde Lídia você não sente o sol batendo na sua cara? Os seus pés estão descobertos, calafriando, sem o seu cobertor manchado de Penélope Charmosa. Você cresceu. Sophia Copolla é o seu novo amor. Virgem, desencontrada, sem saber da sua morte... Me perdoe por dizer tudo isso. Meu coração respira fundo quando você abre os olhos. Eu tenho medo do que vai acontecer. O chuveiro faz barulho. Não sei se choro pela água escorrida pelo ralo ou por você que do banheiro não sai. Não chore. O seu amor é único e não merece ser disperdiçado. Nunca me esqueço da primeira vez que você sorriu pr'mim; meu coração sorri até hoje. E nesse momento em que você reflete por quê todos os dias da vida acontece algo totalmente diferente a toda hora que lhe deprime, você cai pr'trás! Você se cansa de sentar no chão, olhando os desenhos que fez na parede, hipnotizada pelas coisas que você não tem e nem teve coragem de fazer. Você fica ansiosa defronte a alguém pela primeira vez, e vai se deteriorando pouco a pouco sem perceber. Você sente aquele aperto volumoso no peito, e se pergunta quando vai parar! Mas não se preocupe Lídia, tudo passa e, quando menos você imaginar, sua vida... será poesia. Ah se eu soubesse como lhe fazer feliz, eu o faria! Faria de Londres pirulito, e de Estolcomo cachecol pr'a você não mais tremer n'em sentir medo. Você viaja ouvindo música de violão, mas por favor não entre em coma! Você existe, eu existo... O tempo passa. A tv apaga. A pilha acaba, só nos resta a grande ilusão dos elefantes cor-de-rosa. Você mal dorme, e eu já sinto saudade. Mas finalmente o dia acabou e estás livre das novas aventuras e velhas angústias. Não precisa mais inventar nada por enquanto pr'acalantar sua sofreguidão. A luz se disperça, as estrelas explodem e as nuvens se perguntam pr'onde vão. Mas ninguém se vai até que você feche os seus lindos olhinhos.
sexta-feira, outubro 24, 2008
UMA HISTÓRIA CURTA DE AMOR, DOR E QUASE SUICÍDIO, ONDE QUASE NADA SE ENCONTRAVA!
Acorde Lídia você não sente o sol batendo na sua cara? Os seus pés estão descobertos, calafriando, sem o seu cobertor manchado de Penélope Charmosa. Você cresceu. Sophia Copolla é o seu novo amor. Virgem, desencontrada, sem saber da sua morte... Me perdoe por dizer tudo isso. Meu coração respira fundo quando você abre os olhos. Eu tenho medo do que vai acontecer. O chuveiro faz barulho. Não sei se choro pela água escorrida pelo ralo ou por você que do banheiro não sai. Não chore. O seu amor é único e não merece ser disperdiçado. Nunca me esqueço da primeira vez que você sorriu pr'mim; meu coração sorri até hoje. E nesse momento em que você reflete por quê todos os dias da vida acontece algo totalmente diferente a toda hora que lhe deprime, você cai pr'trás! Você se cansa de sentar no chão, olhando os desenhos que fez na parede, hipnotizada pelas coisas que você não tem e nem teve coragem de fazer. Você fica ansiosa defronte a alguém pela primeira vez, e vai se deteriorando pouco a pouco sem perceber. Você sente aquele aperto volumoso no peito, e se pergunta quando vai parar! Mas não se preocupe Lídia, tudo passa e, quando menos você imaginar, sua vida... será poesia. Ah se eu soubesse como lhe fazer feliz, eu o faria! Faria de Londres pirulito, e de Estolcomo cachecol pr'a você não mais tremer n'em sentir medo. Você viaja ouvindo música de violão, mas por favor não entre em coma! Você existe, eu existo... O tempo passa. A tv apaga. A pilha acaba, só nos resta a grande ilusão dos elefantes cor-de-rosa. Você mal dorme, e eu já sinto saudade. Mas finalmente o dia acabou e estás livre das novas aventuras e velhas angústias. Não precisa mais inventar nada por enquanto pr'acalantar sua sofreguidão. A luz se disperça, as estrelas explodem e as nuvens se perguntam pr'onde vão. Mas ninguém se vai até que você feche os seus lindos olhinhos.
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