sábado, junho 16, 2012

CARA GASTA!


Me escondi no escuro da tempestade por vir pra ocultar minha fragilidade e vulnerabilidade depois de ilustrar pro mundo a vida por dentro do ser. As entranhas que hoje pedem solidão, mas não a solidão de se estar sozinho como uma viúva sem pertencer, imploram um rombo de não sei quanto tempo pra se si, rogando a mim. Tenho só coragem de por as mãos usadas, enrugadas como velhas, sobressaltadas pela veias nervosas, na luz artificial que em poucas horas me consumirá. Ajo depressa pra não perder a cordialidade do dia, e adiantar a malignidade do dia seguinte. Será que é assim? Como bom filho de Deus, parte inconformada, parte obediente, aguardo o que acontecer ainda sem a plenitude de algumas horas. 

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