Só as palavras de afago de Carlos que me dão lágrimas nos olhos, mas que hoje passam e se soltam do varal me deixando de mão no queixo,
unhas arrancadas sutilmente
e um suspiro desmotivado como quem imagina a falta de propósito.
Tive coragem lá dentro do ímo, mas foi dias atrás.
Agora me agarro na barriga da minha querida mãe, como um macaco em seus necessários primeiros tempos de vida.
Tempo já quase não tenho.
Vida é aos poucos.
Sou ser humano da espécie sentimental que participa da competição racional e
não sabe o que vai ser do dia seguinte,
quem vai ser no dia seguinte,
que precisa de companhias de cabeceira,
que cronometra os números,
que o corpo dói,
que sente medo e
não sabe se tem alguém.

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