Foram-se os tempos felizes na vida de Flor, quando ela passava pelos postos de gasolina em meio àquele entroncamento automobilístico de sol da matineé. Os primeiros raios transponiam sua franja e lhe incomodava os cílios com tamanha ousadia, sem permissão pr'penetrar em seus lindos olhos cor de bebê. Flor caminhava até à válvula; parava e fazia corpo de deleite. Colocava a mangueira em direção aos seus pés, de onde saía um líquido de cor quase-nenhuma, errante. Ela sentia um frescor com seus pés encharcados, que lhe dava arrepios no mais profundo da alma. Não contente, Flor deixava escorrer o substantivo líquido por todo seu seio, com aquela sensação de aceleração e palavras no coração. Era deslumbrante ver aquele vestido drapeado tomado por um todo e aquele corpo envolvido de amor. Até o Sol parava pr'olhar. A contagem andava em contínua disparada. Naquele dia, Flor se sentia mais, um pouco mais, já que era o dia do zelador. Para brindar toda sua vida, não havia nada melhor e com odor tão ofertante, como aquele. Colocou toda mangueira em sua boca e não hesitou em engoli-lo. Deus, ela estava em fase de recuperação. O que fazia pensar Flor se embriagar de novo?
quarta-feira, abril 09, 2008
ESTÚPIDO CAMINHO DE MEU AMORZINHO FLOR!
Foram-se os tempos felizes na vida de Flor, quando ela passava pelos postos de gasolina em meio àquele entroncamento automobilístico de sol da matineé. Os primeiros raios transponiam sua franja e lhe incomodava os cílios com tamanha ousadia, sem permissão pr'penetrar em seus lindos olhos cor de bebê. Flor caminhava até à válvula; parava e fazia corpo de deleite. Colocava a mangueira em direção aos seus pés, de onde saía um líquido de cor quase-nenhuma, errante. Ela sentia um frescor com seus pés encharcados, que lhe dava arrepios no mais profundo da alma. Não contente, Flor deixava escorrer o substantivo líquido por todo seu seio, com aquela sensação de aceleração e palavras no coração. Era deslumbrante ver aquele vestido drapeado tomado por um todo e aquele corpo envolvido de amor. Até o Sol parava pr'olhar. A contagem andava em contínua disparada. Naquele dia, Flor se sentia mais, um pouco mais, já que era o dia do zelador. Para brindar toda sua vida, não havia nada melhor e com odor tão ofertante, como aquele. Colocou toda mangueira em sua boca e não hesitou em engoli-lo. Deus, ela estava em fase de recuperação. O que fazia pensar Flor se embriagar de novo?
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