quarta-feira, julho 03, 2013

FÔLEGO ACUMULADO!

Eu não me sinto. Precisei me deixar não sei por quanto tempo a fim de viver o que desconhecia - ou pelo menos o que conheci e esqueci durante o tempo em que a vida se enraizava dentro de mim. Na verdade, o que saiu de mim escorregou. E para isso precisa-se de fôlego. Fôlego: se tem ou não se tem. E o fôlego que eu falo é o fôlego de quem vive de dilemas e que precisa de um corpo extra para ficar vivo. É o fôlego de quem olha a página em branco e amarga a dor de não saber o que fazer. Isso não se trata de um sonho ou de algo espiritual; transcende. E tu que me lês, não sinta medo. Acabei de sair de uma piscina vazia num vulto louco e estou vulnerável, tão vulnerável que pode fazeres de mim o que quiseres, pois estou me dando como um animal que se oferece. Logo defronte, há um espelho que reflete essa vida insuportável incessantemente e devolve-a para mim nessa repetição que não há como se livrar. Eu não sei ser eu e não sei viver essa vida. Me tornei um amontoado de partículas soltas que ninguém nunca soube para o quê serve. Pai nosso que estais no céu, eu estou aqui na Terra e sinto que não me posso mais. 

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