O ato de descobrir é uma mentira, porque, na verdade, tudo já existe. E esse meu desejo por liberdade já existia, eu só não sabia que nome dar, porque a alma havia devorado a mente e não conseguia pensar. O fato é que eu não sei que nome dar a muitas coisas. Agora mesmo, a vida tentou sair, mas coloquei-a de volta para dentro. Não sei como isso se chama e, então, me atrapalho. Não entendo. Eu existo? Ou sou uma mentira? Não gosto do ser humanismo. Prefiro sobreviver sempre na repetência e no rumo que tudo deve ter. Todo dia é o mesmo e já nasce com uma pré-existência: tenho que trazer a vida de volta para dentro e ardilosamente viver, sem tomar outro rumo para não correr o risco de encontrar-lhe, porque sei que tu queres sempre me ser. Tu já existias também na mais profunda e torturante forma de perturbação. É disso que tenho medo: estou quieto e absorto, mas não posso ser livre, porque o que sou e o que és já existe.

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