Tenho tido um pouco de medo de viver, então tateio e me seguro em alguns lugares procurando a última salvação. É aí que sumo e me transformo num tipo de coisa tão minúscula que fico a ponto de existir somente aos olhos de Deus, e só não sumo mais, porque é impossível ficar invisível a Ele. Fico apenas sendo, refestelado num silêncio tão melódico, enquanto meu coração quase se resplandece e se restabelece de todo o impropério que lhe é causado. Ainda corro de tudo que não posso compreender e de tudo que não me compreende, porque toda a coragem que tinha gastei tentando. Não tenho pressa de sair desse escuro - se saio, me perco. Agora estou num estado entre morrer e nascer: é o desconhecido. E nesse estado o silêncio é tão forte que não importa quem me chama, eu jamais ouvirei.

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