Vou falar uma coisa e desesperadamente vos peço: se não compreendeis essa minha via-crucis, deixa-me em paz. Eis:
Solidão é como o sofrimento de Cristo: é necessário para salvar. Agora estou vivenciando meu próprio calvário e mastigando a morte que tem a textura da calmaria de uma guerra para salvar o que eu não sei. Meu corpo aparece desnudo de panos brancos e impregnado de um silêncio barulhento expondo tudo o que necessário para fazer todos que me olham entenderem que não há outra natureza. Esse é meu estado de espírito, e é assim que tento anular toda a ansiedade que me consome. Sendo eu, sendo um só, porque não posso me separar e ser dois. Esse meu estado que fico a face com a alma em pessoa, não é uma luta para salvar a vida, não é uma vida e tampouco é para fazer parte de vida nenhuma, porque nunca tive uma. É na verdade, para me salvar de mim mesmo. E é assim que sou, sempre acontecendo de dentro para fora.

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