Algumas coisas se parecem com o ato de observar um quadro de Rembrandt:
Você sabe o que vai encontrar no instante em que avista, não importa a que distância, da tela do computador ou da entrada do salão do Rijksmuseum. Mas ainda assim você quer olhar bem de perto, com a desculpa de que é só uma bisbilhotada rápida e inofensiva para saber o que tem de tão especial. Até que você decide ir mais perto e, quanto mais se aproxima e é seduzido, sente a adrenalina do atrevimento incendiando o corpo e alimentando o prazer intrépido que parece infindo e lhe come por todos os lados até a gloriosa perdição. Mas logo é possível perceber que intrínseco ao deleite da catarse vem o risco de trazer direto para a sua vida o horror disfarçado de sensibilidade e quietude. É necessidade, fraqueza ou provação?

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