Senti tuas mãos cuidadosamente desenhadas deslizarem
e o ranger do peso de tuas pernas sobre minha fortaleza,
aproximando-se, indômito,
desbravando meus vazios
sem rastro de hesitação.
E eu, inerme, entreguei coração e alma desnudos,
diante de teus olhos lânguidos e tua boca suave dizendo-me:
“Estes sonhos que trago
fiz para serem só teus
e vos darei todos os dias”.
Tu me tomaste, e quando o fizeste,
chorei de paixão, chorei por fora e por dentro,
que não senti a lágrima escorrer
nem a emoção no tórax ricochetear
de excitação.
Já pertencia a ti
nos primeiríssimos dezoito instantes
que apareceste,
mas não senti que teu único prazer
era minha desgraça.
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