O verão castigou nós dois e mastigou minha alma antes que pudesse engolir o areial de Nosso Senhor. Me limpei do seu cuspe que sobrou na minha cara e esfreguei em cada mão como se acumulasse poder pra lançar no monstro de outro planeta. Encostei a cabeça na sua e me virei de costas enquanto o sol queimava nossas córneas. A ânsia do sexo da noite passada fez meu corpo hospedar outra dúvida, e absorver outra vez a raiva de todo dia. Abruptamente, sair de perto e, deixei você cair sem nenhum vão de água pra acudir. Lhe devolvi depressa pro mundo, enquanto minhas espadas-de-São Jorge estão vivas, e me suprem com verdadeiro amor de verão.

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