Tenho os olhos vermelhos, a falta de coragem, a desnecessidade de olhar no espelho e um amor por um viciado. A veia pulsa, a boca repulsa, a vida passa e tudo fica todo dia. São quatro horas toda hora. Tanto faz todo dia. Meu sangue cor de tomate reluta em ser igual, mas o corpo é enfadado a ser normal. Deixo a mente aérea pra tentar descobrir a nova essência do ser, mas me estrago em mil paralelos. Esqueci de ser precoce. Não sou universal. Tento pertencer ainda sem saber se tenho alma, se temos alma.

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