Me encontro encurralado sem saber ser. Só as palavras de afago do mestre que me dá lágrimas nos olhos, mas que hoje passam e se soltam do varal me deixando de mão no queixo, unhas arrancadas sutilmente e um suspiro desmotivado como quem imagina a falta de propósito. Tive coragem lá dentro do imo, mas foi dias atrás. Agora me encontro agarrado na barriga da minha querida mãe, como um macaco em seus necessários primeiros tempos de vida. Tempo já quase não tenho. Vida é aos poucos. Sou ser humano da espécie que participa da competição racional e não sabe o que vai ser do dia seguinte, quem vai ser no dia seguinte, que precisa de companhias de cabeceira, que cronometra os números, que o corpo dói, que sente medo e não tem ninguém.
Nenhum comentário:
Postar um comentário