O homem acuado, sem encostar os braços no para-peito de cimento, não se enerva com o calor da cidade fechada que não chove, não troveja, não. Não. Há outras razões que não glorificam a alma relapsa e involuntária. O homem cospe amor e inventa as mãos dadas enquanto espera o bonde do século XXI. Envolve seu corpo da mais pura graça e toma vida que não cabe dentro de si. Faz do castelo de carta seu imo e da paciência sua misericórdia. Acuado, reprova as paredes rachadas dali tangenciando seu pensamento que não esse, iniciado há muito. Sedento por mundo, esnoba a felicidade aos poucos enquanto segura na corda meridional do que leva o ser, sem pensar se há, o que há. É o homem que se subverte, se ama sem brio. O homem que tenta fazer parte. O homem que se confunde até o fim.

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