Suplico viver uma vida sem volta, onde a esqualidez do meu coração infeste e corroa o resto das minhas entranhas vagarosamente até que o sofrimento transforme-se numa paz mortal e torne-me ser infindável. Não há nada, apenas um corpo exangue que refestela-se sobre uma miríade de desalentos, cingindo-se por um rosário, e que ainda expele o fardo da loucura sufocada. Com o timo condicionado à miséria, as faculdades começam calmamente a serem substituídas por uma luz espectral, enquanto um livramento imensurável evola-se regozijante através do peito. O verdadeiro prazer instala-se e consome todas as dores oportunistas da matéria que destruíam esse corpo inerme sempre à espera do nirvana. A morte alegre veio e disse-me: "entrega-te".
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