quarta-feira, novembro 06, 2013

SACRIFÍCIO!

Fechei os olhos numa entrega súbita e, desesperadamente, lancei-me a cavar na areia acaramelada da praia de Botafogo um buraco que não tinha fim, o que me deu vontade de chorar. Era do tamanho do amor que sinto por ti. Ali quase me enterrei para eternizar-me como o amante moribundo. Olhaste de longe com toda tua vaidade - a vaidade que seca e anula meu sentimentalismo - e viste o pranto derramado sobre aquele que, na verdade, seria o nosso amor, à medida que minha tristeza crescia e era fulminada pelo teu desprezo. Não intenciono que me desejes por misericórdia, apenas que sejas verdadeiro, assim como minhas entranhas o são. Enquanto dormes, e és mentiroso mesmo enquanto sonhas, estou sempre prestes a morrer, e a Terra promete acabar. Olha, perdi meu equilíbrio de mim. Estou misturando lágrima com suor, correndo e tombando para que jamais possas enfeitiçar-me outra vez. 

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