segunda-feira, abril 21, 2014

SENSIBILIDADE DEVORADA!

Tu, que também és vagante e sobrevivente dessa cidade escura e vicinalmente deprimente, devora toda minha sensibilidade como se fosse teu último ato até ficarmos em estado imutável de eutimia. Sou apenas um ser cheio de inconsequência que tem essa coisa de viver sempre prestes a saltar de um trampolim de dez metros de altura, caindo, se envolvendo, se afogando, recobrando a consciência, de novo. Arrasta-me para desbravarmos todos os becos escuros onde tensões de refulgiam. Arrasta-me escuro adentro que vou livrar-me do cansaço dessa lacuna da tua energia que sequer conhecia, mas que fantasiei e fantasiei - exatamente como ela é -, alimentando o corpo com uma lisergia perigosa mais uma vez. A vida se acaba rápido quando se tem medo, então corramos sem as amarras de quase desconhecidos. Consome-me sem que eu tenha tempo de respirar e dar-te-ei o prazer que só existe entre o que é infindo e verdadeiro, e que só habita aqueles nascidos para morrer de imaginação. Por que demoraste a aparecer? 

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