Essa incongruência
que procura não distorcer nada,
que não almeja ser compreendida
nem ter devoção dedicada a si,
e mesmo assim é interpelada a sair de seu silêncio vital,
e quer apenas ocupar o ou um lugar
na triste realidade repulsantemente destruidora de tudo que o vento lhe traz,
sou eu.
A verdade é que morro de medo me tornar o tipo de coisa que não nasci para ser.
Nasci para ser o quê?

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