terça-feira, julho 22, 2014

RENDEZ-VOUS!

O romantismo tem me feito escrever tanto em francês, que agora quero comer um rendez-vous. Quando penso, empenho um brio desbravador que nunca nascera, rasgando essas entranhas e pronto para preencher a vida de uma vez só (perigo), suspendendo-me as faculdades até um estado de eutimia progressivo assumir cabeça e coração. Mas ao mesmo tempo tenho um medo tão grande, que só Deus sabe como preciso de uma vida silenciosa e solitária para não correr o risco de sentir essa fome que faz parte da intensidade com a qual vim ocupar esse mundo de tentações e tentativas, transformando-me num tipo de coisa deletéria demais para fazer parte da vida alheia. Não lançai olhos indecifráveis sobre mim. Não entregai sentimentos engasgados a mim. Há outra possibilidade ainda?

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