Eu apenas existo e sou simples, muito simples, muito mais simples que um microrganismo que não tem intenção de promover revolução nenhuma, e gostaria de permanecer assim até o fim dos meus dias: sem impropérios e permanências duradouras demais. É que a existência já é tão torpe, que não quero correr o risco de ter a lentidão da morte agravada. Não tenho, não sou e não quero ter nada, mas tenho essa mania sistematicamente involuntária e irritante de atrair o mundo mesmo sendo um ser primário e insignificante, o que não entendo, como muitas das outras coisas que também não entendo, como as necessidades humanas e o satélite. Eu bem sei como as chegadas também são perigosas, principalmente para mim que nasci para ser sozinho. E muita coisa que chegou, trouxe uma enxurrada e me arrastou, me obrigando a trocar de lugar incontáveis vezes. Por isso, gostaria apenas de ir vivendo sem adesões. Não chegue mais perto, posso não aguentar outra mudança.
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