domingo, setembro 13, 2015

VENTANIA!

Ah, amor,
Ainda lembro daquele domingo vibrante,
Que me viste livre e regozijante
Entre as infinitas figueiras da família Ardor.

Ainda sinto o rastro de tristeza,
Quando tive coragem e
Olhei-te fundo nos olhos
No momento em que, despudoradamente,
Me ofereceste a fruta.

Ainda lembro como enchi a boca e disse-lhe:
“Temo comer, porque, de tão linda, se parece com o nosso eterno amor.”;
Prontamente me disseste:
“Come, pois nada dura para sempre”.

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