domingo, maio 17, 2015

INÉRCIA!
















Defronte a ti,
Olhei-te destemidamente em meio a uma lisergia suave e
Misturei-me a mangues densos, incertezas.

Num rastejo de perigosa emoção,
Senti como quem dispara um tiro no escuro,
E arfantemente, amei-te na mesma hora dentro de mim.
Mais dentro de mim, de mim, de mim, de mimdemimdemimdemim,
penetrando displicentemente o inexistente no coração.

Mas, dentro de mim, o que acontece se mantém imaculado e
nunca se transforma, apenas fica e circula, como a sensação de
sentir o movimento infinitamente agoniante da Terra.

Fiquei inerte.

Temi a revolução.

Olhei-te.
Esgotei-te.
Amei-te
uma
última
vez.

O instante já era outro.

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