terça-feira, abril 02, 2013

DOLO E CONSCIÊNCIA!

O leão que me habita nunca teve o brio necessário para suportar a realidade infernal em que vivo. E como vivo? Acomodo-me no chão de qualquer maneira já familiarizado ao pisoteio grosseiro da indocilidade. Suplico ao reino onisciente a piedade, não por capricho, mas por incapacidade de ME levantar e levantar minha voz baixa que só sussurra o que o mundo pede. Em todos os instantes dentro dos agoras fico inerte na vida movediça, esperando o socorro dos anjos perante à intemperança nefasta do dia. Não caibo mais num dia; e enquanto tento sobreviver - já que viver é quase insuportável -, torrentes de promessas passam por mim. Temo que os gritos dos semi-deuses insensíveis façam-me cair numa tristeza infinda e chorar um pranto que jamais desferi sequer à daninha mais maldita que já pode existir. E aceito tudo isso, dando as outras partes da alma para serem golpeadas. 

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