domingo, dezembro 16, 2012

A MORAL INTOCÁVEL!


O intocável de tua moral sentou-se suavemente em meu leito casto ao passo que minha vontade de resistir à ousadia do meu coração em admirar sua beleza inabalável, inalcançável desmoronava voluntariamente. Estávamos na canícula, e meu interior desmedido tentava, porém não reconhecia mais as transmissões de razão depositada em cada ser. Aos poucos resili o pacto com as proibições que me impus, contando-lhe meus segredos e pondo minha alma gasta, ingênua e cheia de enfrentamentos em teus ouvidos, em tuas mãos. Mas me fizeste de tolo, fingindo estar  atento a cada palavra de confissão que sinceramente lhe entreguei, pedindo esperançosamente que minha súplica e meu amor sedento ali implícito lhe fizessem estender a mim sua complacência e reciprocidade. Fui alto e abracei a culpa de ser amante, daqueles que se conformam e se esquecem de odiar e, padecem na constância da saudade.

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