Tenho o corpo exalando lavanda e a boca pura de ambrosia resguardados para quando saíres de teu castelo e voltares a me ver. A ânsia da tua presença escorre dentre minhas vísceras, que reclamam, e fatigaram de esperar pela cura que só tua mão perante meu rosto há. Não sei se sobreviverei a esse caos de envelhecer vendo tua vida ser levada para outro acalanto que não meu coração. Como estou inerme! Quase perco o rumo da sanidade, porque não queres perceber como me inebriei das mais belas prosas pra lhe falar, deixando meu peito tão inefável. Queria ouvir tua graça debruçado na janela de parreiras, e me deleitar nesse prazer sublime inelutavelmente. Por quê não vens, amor, e recosta-te ao meu lado? Por quê não vens, amor, e és bom para mim?
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