Silêncio, amor. Peço-lhe calma enquanto machuca-me e sussurra em meu ouvido o sopro seco da solidão. Meu coração fica tímido, e não sabes porquê a esperança e a bem vivência e a temperatura constante não me pertencem mais? Tenho calafrios e arrepios, e as marcas de inúmeras formas e tamanhos amargadas na dor da ilusão. Peço-lhe calma, por favor, ao fitar meus olhos de tem-medo-da-vida, que não discernem a intenção e só pensam no imo de frieza e do mistério que tens. Sejas carrasco penoso quando fizeres seu destino de colocar toda sua ira em desgraçar minha vida, para que vagarosamente possa desfrutar da letalidade de você. Tenho que lhe dizer: sou ser humano assíduo, acordando - vivendo e dormindo - sofrendo; e ainda sou ser humano que dissimula e disfarça para distrair esse amor nefasto, ávido, febril, cansado, nervoso que sinto por você. Silêncio, amor.

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