domingo, março 03, 2013

DÉCIMO TERCEIRO!

Tento ser o volume correto, mas o eco me escapa, me transborda - o eco que sou eu também. Doido e violento, subitamente se acaba, e me acabo, porque é a frieza natural da vida. A vasilha de metal que cai na cozinha quieta exatamente agora - também eu -, cativa por três segundos-luz do décimo terceiro ao primeiro andar que dormita e suporta o domingo ordinário. Sou raso, porém raso de entendimento de sentimento e relevância para a vida, já que não vivo mais do que o necessário. Tenho dois nomes. Mas, infelizmente, não é possível ser. Não sou fantástico, mas existo. É preciso parar de não me acostumar com o jeito sem graça que vai me destruir.

Nenhum comentário: