Gosto de surpresas, mas só as que te envolvem. Às vezes, prefiro a quietude e rigidez da vida parada ao medo vigente que a marola do novo pode me dar. É porque tu sou eu, só porque tu é ti. Tenho tanto para fazer, ao mesmo tempo que não tenho nada - nada é alguma coisa. Tanto apreço a cultivar. Tanto amor. Deixa-me te mostrar que sou destemido. Queria-te ouvindo-me do jeito ofegante que estou e olhando-me do jeito feio que pareço. Deixa-me falar-te como sou: enche o copo de água, tapa com tua mão; vira-o de cabeça para baixo e solta a água presa. Vou para tantos lados que perco a integridade indo de canto em canto. E seguramente volto a prender-me e impregnar-me outra, e tantas outras vezes em ti.

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