Estou decúbito, pois, no momento, não tenho o corpo viril e livre como na era que não conhecia os impropérios de se viver e sobreviver. O barulho da máquina corta piso formiga em minha mente opaca abruptamente, indo de encontro à pergunta que forçada e dolorosamente tento formular para um dos fantasmas que me incomodam. Levo a mão à cabeça, cansado da batalha diária, impreterivelmente, quatro horas da tarde - na aurifulgência da saudade. É a hora que não me caibo. A febre me dolore, involuntariamente me virando de lado, me levando a um auto-abraço solitário. Posso estar "com", mas sou só. E vivo disto, disso, daquilo. Estou quase - todos os dias. E só não consigo terminar de fazer a pergunta porque vivo assim.

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