sexta-feira, março 28, 2008

AIRSICK!

Angelina não perdia uma boca de macho por nada, pior do que tubarão com fome. Mas era do tipo que tinha pena até do envelhecimento do piso do banheiro. Tinha um coração grande pr'bêbados, padres, drogados. Angelina a cada festa que ia enlouquecia, quando via aquela miríade masculina. Aliás, não só nas festas. Ela já tinha provado uns... todos os tipos de beijo. Em seus agarros, as mãos se tornavam flamejantes e excitantes tesouras. Ela adorava sentir barras coloridas entrando quente, com força... Lhe faltava ar. Clamava aos céus quando avistava o professor de francês; aquele sotaque de biquinhos poderia fazer estragos. Os empresários que poderiam lhe dar um futuro. Um futuro a uma vadia de batom rouge. A chuva lhe enaltecia os seios, que deixava famintos os olhos do taxista. Angelina rolava pela cama, nas mais intensas lembranças das últimas 19 noites. Mas ela não lembrava de nada. Mas como? Angelina estava tão inconformada , que não percebeu aquelas roupas brancas, meias e calças de homem e, aquele cheiro estonteante animal. Ah! Burra! Foi mais uma noite estrelar. Do banheiro surgia um ser grande, loiro, forte, sem roupa. Angelina tomou um gole de água ainda com efeitos e, abriu a janela sem falar nada. Foi o suficiente pr'cair dura nos braços do amarelo desconhecido e, perceber que fora só mais um de seus sonhos.

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