domingo, março 09, 2008

TRIÂNGULOS!

Hoje eu acordei, mas eu acordei sem vontade de sonhar sabe, pela primeira vez em tanto tempo. Aquele sonho que se sonha acordado, desejando, ansioso, sentindo o famoso frio na barriga, dando mini-risos entre os dentes, de imaginar, que um dia o mesmo poderia se realizar. Mas têm dias que os sonhos persistem, murmurando na cabeça, de fininho, mas como o tratamento Ludovico, alienante, incômodo e doloroso. Os sonhos se apresentam de tantas cores, como um beija-flor multicolorido num lindo vôo de bater asas apressadas, de tantas formas, como sentir o toque de mãos calorosas quase flamejantes, de tantas sonoridades como uma música que faz um passeio ouvido à dentro chegando até o miocárdio, e de taaaaantas as dimensões, como sentir a saudade de alguém na sua maior das incertezas. O dia vai passando, daí, à noite, você diz um "oi" para uma estrela, naquele mesmo brilho ridículo amarelo e, mesmo que nenhuma diga "oi" para você, então incosientemente você fecha os olhos e faz um pedido, o mais intenso, o mais bonito, e sonha para que ele ao menos seja ouvido e, enquanto isso, espera na calmaria da noite, até adormecer e adorme...cer e ador...me...cer! A manhã chega, e novamente as ruas, as grandes muretas de concreto, os canteiros de jasmim, e o frio do outuno, acordam e fluem juntamente com o sonho que vagarosamente vai chamando "A Saudade".

Nenhum comentário: