domingo, março 09, 2008

MÚLTIPLOS!

Foi tudo como n'um súbito gole em um coquetel de pequenas cápsulas arredondas e coloridas. De repentemente, eu estava parado, sentado no ponto de ônibus recebendo os ventos semi-conhecidos. A rua continuava passante e passageira, como sempre, cheia de panes e gente indecisa. Parecia que os meus ombros captavam sintonias vibradoras. Algumas se alojavam, outras me matavam n'um surto colorama de confusões. O Sol se escondia entre nuvens macias de agitação e vontade: elas não choviam. Aquela imensa amplitude interna me tomava, de órgão à órgão, de coração pr'sonho e, surgiam placas em sequência de listras vermelhas e brancas, escritas em francês. Dos canais de esgoto, emergiam revoadas de borboletas, batendo suas minúsculas asas freneticamente, mas seguiram sem olhar. Dentre às árvores, era possível avistar dezenas de baleias lindas e doces, só de passagem. Dos letreiros de um shooping caiam gatos, muitos gatos de todas as cores, alegremente, eles piscavam seus olhinhos. Era um deslumbre, ver tanta graciosidade que as minhas veias não aguëntavam, elas diziam "pare!". Eu achava que talvez fosse impossível! E nessa batida indiscreta e industrial, aos poucos o coração vinha flamejante! Naquela hora, meu último balão já havia sido solto, vendido pr'céu. e eu? Continuei sonhando. Mas estava tudo tão quente que as minhas mãos começaram a estourar. Não tinha quiromancia certa. O toque não achava. Belle chegava, Nova York parábola, corrida cometa, abraço de urso, laço colorido, primeiro encontro, guaraná de chiclete, Volga azul, mar adentro!

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