N'uma praça, meninas brincavam sem parar. Brincavam de roda, "o que é o que é?", adoleta... E gritavam tanto ao ponto de ficarem roucas! Elas riam em loucas alturas. Soltavam berros de felicidade. Seus vestidos: eram dos mais belos e variados e encantadores possíveis. Era uma aglomeração de babadinhos e coloramas, rendinhas e fuxicados... (elas adoravam ver suas mães horas no tear, montando as vestes). Domenica adorava chocolate e dançava balé; Dona lia sobre zodíaco e era asmática; Mona só usava lacinhos cor-de-rosa e sabia fazer bolinha de cuspe; Bridget tinha uma linha cadela e falava inglês. Eram lindos anjinhos na Terra. Sempre se esqueciam do tempo quando brincavam. Mas naquela tarde, elas resolveram admirar as nuvens, procurando formas e, viram tantas que nem perceberam que começara a chover, como um rio desagüando das nuvens. Correram euforicamente pr'um abrigo, uma velha escola. Lá ficaram por horas, espirrando e geladas. Uma brecha ou outra no céu. De tanto esperar, elas cansaram, com fome e dormiram todas. Ao acordar, Bridget não acreditava: era como um petshop à céu aberto. Tinham peixes amarelos, esquilos verdes, veados azuis, rouxinols roxos e principalmente cachorrinhos espalhados de todos os lados daquele lugar, que por sinal havia milhares de símbolos estranhos e outros milhares de doces também, alguns até com pimenta. Todos os bichinhos tinham lacinhos em todos os tons de rosa... Era espantoso e ao mesmo tempo encantador. Mas logo em seguida custou a acreditar no que via, tinha até medo de tocar as amigas pr'que acordassem. Era brilhante, enorme, apresentável. Um unicórnio mais lindo do que tudo. Tinha um olhar superdoce e uma pelagem que parecia seda. Ficou paralisada, não falava, não se mexia, só arregalava os olhos. Logo ela tratou de rodear a criatura e, mal teve tempo de sequer se perguntar algo ou esboçar uma reação. Finalmente piscou os olhos e....... morreu com uma linda chifrada!domingo, março 09, 2008
EM OUTRO!
N'uma praça, meninas brincavam sem parar. Brincavam de roda, "o que é o que é?", adoleta... E gritavam tanto ao ponto de ficarem roucas! Elas riam em loucas alturas. Soltavam berros de felicidade. Seus vestidos: eram dos mais belos e variados e encantadores possíveis. Era uma aglomeração de babadinhos e coloramas, rendinhas e fuxicados... (elas adoravam ver suas mães horas no tear, montando as vestes). Domenica adorava chocolate e dançava balé; Dona lia sobre zodíaco e era asmática; Mona só usava lacinhos cor-de-rosa e sabia fazer bolinha de cuspe; Bridget tinha uma linha cadela e falava inglês. Eram lindos anjinhos na Terra. Sempre se esqueciam do tempo quando brincavam. Mas naquela tarde, elas resolveram admirar as nuvens, procurando formas e, viram tantas que nem perceberam que começara a chover, como um rio desagüando das nuvens. Correram euforicamente pr'um abrigo, uma velha escola. Lá ficaram por horas, espirrando e geladas. Uma brecha ou outra no céu. De tanto esperar, elas cansaram, com fome e dormiram todas. Ao acordar, Bridget não acreditava: era como um petshop à céu aberto. Tinham peixes amarelos, esquilos verdes, veados azuis, rouxinols roxos e principalmente cachorrinhos espalhados de todos os lados daquele lugar, que por sinal havia milhares de símbolos estranhos e outros milhares de doces também, alguns até com pimenta. Todos os bichinhos tinham lacinhos em todos os tons de rosa... Era espantoso e ao mesmo tempo encantador. Mas logo em seguida custou a acreditar no que via, tinha até medo de tocar as amigas pr'que acordassem. Era brilhante, enorme, apresentável. Um unicórnio mais lindo do que tudo. Tinha um olhar superdoce e uma pelagem que parecia seda. Ficou paralisada, não falava, não se mexia, só arregalava os olhos. Logo ela tratou de rodear a criatura e, mal teve tempo de sequer se perguntar algo ou esboçar uma reação. Finalmente piscou os olhos e....... morreu com uma linda chifrada!
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