Sentado, aqui no chão, ouvindo Keane, olhando pr'céu azul, vejo cavião grandão, sobrevoando. Escrevo em vermelho. Não pensaria que crescer fosse ser tão difícil. Talvez seja um pouco tarde pr'pensar nisso, mas pr'semrpe jovem, quero ser... Eu não quero mais nada disso. Não quero mais ser assim. Não quero mais ter que esperar. Não quero mais saber dos "por quê". Quero me tornar um diabinho de 7 cores e, aterrorizar 7 corações. Quero os segundos lentamente. Quero calor que provoque arrepio. Quero prestar atenção em cores. Quero uma cidade que me diga coisas. Quero melodias vibradoras. Tô com sintomas de saudades, que até hoje não sei pr'que serve. Saudade de um passado que já passou e de um futuro que já se fez. Saudade de digitais que são inúteis, de cromossomos que golpeiam. Outro dia, em uma das minhas viagens, conheci uma menina, que tinha morrido se asma. Em outro, conheci outra garota. Morreu dormindo. Também conheci um menino. Ele estava no sonho de um amigo de uma amiga minha. Quase morreu do coração. Tinham muitos outros, mas sumiram e se perderam por aí. Mariana é uma delas. Mas eu também já esqueci e superei. Dia desses eu percebi que sorte é pr'poucos. A consolação pr'os outros é plantar jardins e, mandar flores pr'alguém. Nada do que eu procuro tem resposta! Aliás, eu já deveria está acostumado. Eu não consigo pensar sozinho. As respostas também são sem resposta. Quem sabe como seria se eu coneguisse uma resposta? Eu consigo respirar. Encontrar uma sombra debaixo d'uma fruteira. Um céu de verdade. Um pássaro feliz. Uma dor que me mate, uma crise de Platão.
domingo, março 09, 2008
I WAS BORN IN CLEVELAND!
Sentado, aqui no chão, ouvindo Keane, olhando pr'céu azul, vejo cavião grandão, sobrevoando. Escrevo em vermelho. Não pensaria que crescer fosse ser tão difícil. Talvez seja um pouco tarde pr'pensar nisso, mas pr'semrpe jovem, quero ser... Eu não quero mais nada disso. Não quero mais ser assim. Não quero mais ter que esperar. Não quero mais saber dos "por quê". Quero me tornar um diabinho de 7 cores e, aterrorizar 7 corações. Quero os segundos lentamente. Quero calor que provoque arrepio. Quero prestar atenção em cores. Quero uma cidade que me diga coisas. Quero melodias vibradoras. Tô com sintomas de saudades, que até hoje não sei pr'que serve. Saudade de um passado que já passou e de um futuro que já se fez. Saudade de digitais que são inúteis, de cromossomos que golpeiam. Outro dia, em uma das minhas viagens, conheci uma menina, que tinha morrido se asma. Em outro, conheci outra garota. Morreu dormindo. Também conheci um menino. Ele estava no sonho de um amigo de uma amiga minha. Quase morreu do coração. Tinham muitos outros, mas sumiram e se perderam por aí. Mariana é uma delas. Mas eu também já esqueci e superei. Dia desses eu percebi que sorte é pr'poucos. A consolação pr'os outros é plantar jardins e, mandar flores pr'alguém. Nada do que eu procuro tem resposta! Aliás, eu já deveria está acostumado. Eu não consigo pensar sozinho. As respostas também são sem resposta. Quem sabe como seria se eu coneguisse uma resposta? Eu consigo respirar. Encontrar uma sombra debaixo d'uma fruteira. Um céu de verdade. Um pássaro feliz. Uma dor que me mate, uma crise de Platão.
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